terça-feira, 29 de julho de 2008

Praia Fluvial de Ponte da Barca: banhos seguros?

Segundo dados disponíveis, a Praia Fluvial de Ponte da Barca é uma das 134 praias marítimas e fluviais portuguesas que dispõem de condições de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade condicionada distinguidas, portanto, com símbolo de “Praias Acessíveis”.

Este símbolo é um projecto nacional, coordenado pelo Ministério de Trabalho e da Solidariedade Social, através do Instituto Nacional para a Reabilitação que foi criado em 2004.

Ostentando o referido símbolo, a Praia Fluvial de Ponte da Barca dispõem de condições básicas de mobilidade, podendo os utilizadores encontrar, por exemplo, acesso pedonal facilitado, estacionamento ordenado com espaço para viaturas ao serviço de pessoas com mobilidade reduzida, rampas para acesso ao areal, passadeiras no areal até ao mais próximo possível da água.

É, sem dúvida, uma iniciativa de louvar por parte da Câmara Municipal, no combate aos obstáculos dos cidadãos fisicamente menos capacitados, mas no que diz respeito à piscina natural, de duvidosa adaptabilidade paisagística desde o inicio, surge agora a sua duvidosa qualidade higiénica.

Num estudo publicado o ano passado, das 508 zonas balneares portuguesas, 6,5 por cento das praias apresentaram pelo menos uma análise má em 2006. Nesse ano foram 18 as praias que tiveram má qualidade, mais cinco do que em 2005.

No topo da lista surge a praia de Árvore, em Vila do Conde, com seis análises negativas e na mesma lista surge o Rio Lima, em Ponte da Barca.

Consultada a Quercus, responsável pela divulgação da lista, o facto de 33 praias terem revelado «pelo menos uma análise má em 2006, não implica necessariamente que a qualidade final seja má. Isso vai depender da percentagem em relação ao total das análises efectuadas», explica. De qualquer modo, a associação ambientalista salienta que continua a existir uma vulnerabilidade à poluição, nomeadamente falhas no saneamento básico e problemas de gestão da bacia hidrográfica», que poderão estar na origem dessas análises.

Perante a ausência pública de análises que datem deste ano, será, ao contrário do que afirma a maioria da população que frequenta a praia fluvial de Ponte da Barca – que esta acusa o cheiro nauseabundo e a cor da água – que a piscina natural da praia fluvial de Ponte da Barca tem condições credíveis para que a saúde da população barquense não seja seriamente atentada?

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